Sou negro, quero liberdade

Negro

Da veias D’África o negro saiu
Deixando pra trás mulheres e crianças
Os quais jamais os veria outra vez
Na sua bagagem apenas lembranças
De um tempo que não volta mais

Pra terras distantes em mares navegou
Caminhos abertos em alto mar
Feridas na alma
Pra não mais fechar

Presos e acorrentados
Muitas lágrimas e gemidos
Açoitados e castigados
Nas senzalas machucados e feridos

Hoje luto por igualdade
Nas senzalas da sociedade
Porque sou cidadão
Quero liberdade.

Cledineia Carvalho Santos Jaguaquara - BA.
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