É gota tão pura, que faz a fartura
Nas plantas, no chão.
É gota, é vigor, que abranda o calor
Do sol de verão.
É água do céu, da nuvem em véu,
Que vem p’ra formar
Os rios e vazantes, os lagos brilhantes,
As ondas do mar.
Oh água!, se és gota divina,
Que a todos fascina,
Se és vida do ser.
Por quê? O homem maldoso,
voraz, ambicioso,
Não para p’ra ver,
Que um dia, que logo virá
e tu partirás
Sem nada dizer.
E o homem, voraz, sem clemência,
na própria indolência
Irá perecer.
Oh água!, que és gota divina,
acorda, ilumina,
Os homens de bem!
Lhes rega o chão da consciência,
desfaz a indolência,
A incúria, o desdém!
Lhes abra, oh gota benzida!
os olhos p’ra vida,
Que vai muito além!
Faz qu’eles, qual guardas da vinha,
te salvem, gotinha;
Se salvem, também!!!
de Justo P. Chacon
Sorocaba - SP - por correio eletrônico