Entre suas festas,
E espetáculos, e sons, e beijos.
E tive a certeza de sempre querê-los.
Pensei que amaria logo e seria assim.
Dançávamos todos aos sons de clarinetes e capelas,
Rezávamos o amor em todos os tempos.
Quando beirava o crepúsculo.
Acendíamos a luz de nossos corações.
E quando de novo compunha nossas marchas.
Sempre tinham boas frases de amor.
E tinha: te amo, adoro, venero, respeito e tudo mais.
Tudo isso tinha nas marchinhas nossas que amávamos.
Quando adoecíamos o corpo,
Sentávamos para um fôlego e bebíamos mais água.
Os carinhos funcionavam melhor.
E o tempo só desgastava a sola dos sapatos de festa.
de João Gilberto Engelmann
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