Poesias
Temas: AIDS
AIDS
Agora vou lhe dar meu beijo morto
Instigante é este meu beijo da morte
Depositado nos confins de teu corpo
Servido à mercê de sua sorte...
Assistirá a mim, então, sair das profundezas
Ignorando teus credos, tua vida
Dizimando tuas verdades e tuas certezas
Semeando a discórdia tão desconvida...
As tuas dúvidas, agora, é que vão aparecer
Insistindo em destruir o resto de tua fé
Deveras sentirá o teu amor abrutecer
Sabotando com o resto que ficara em pé...
Assim poderás ver as minhas facetas
Insaciáveis, tomando tudo que lhe resta
Deixando-lhe estas continuidades obsoletas
Sumarizando a minha identidade funesta...
Ao ver a minha face que lentamente te consome
Indagarás confuso sobre quem realmente sou
Duvidando, não entenderás nem o meu nome
Sarcástico, que desse maneira se revelou...
A minha seara estará completa totalmente
Imortalizando a praga que ao vento fora semeada
Deixando-lhe a incerteza que agora sente
Sucumbindo-lhe sem hora marcada...
Agora, não espere de mim a piedade
Intervenho qualquer pedido feito a Deus
Depois de sugar sua vida, te digo a verdade
Sou a praga da fé ante os ateus...
Antes que viva, e antes que morra,
Inicio a sentença, de tudo em que lida
Do meu circo colorido, lhe farei uma masmorra
Sugando com o resto que sobrou da tua vida...
de Marco RamosSalvador - BA - por correio eletrônico