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edição nº 410, setembro de 2010.
Por que vale a pena votar

Setembro de 2010

Etnomatemática: a matemática descomplicada
A proposta da Bíblia: um mundo com justiça
Como educar em meio a tanta informação?
Estágio: experiência profissional e educativa
A maioria das pessoas diz não gostar de política. Ela é considerada sinônimo de falcatrua, corrupção e barganha de interesses privados. Como se formou esta opinião sobre a política? Será ela verdadeira? Quais as consequências desta visão? Será que podemos mudar isso? O processo eleitoral em curso pode contribuir com a mudança?
Pedro Ribeiro de Oliveira,
sociólogo, professor de Ciências da Religião na PUC de Minas Gerais.
Endereço eletrônico: pedror.oliveira@uol.com.br

VIDA SAUDÁVEL
Por que homeopatia? (p.2)
A homeopatia, criada por Samuel Hahnemann em 1779, é uma especialidade médica oficialmente reconhecida que usa medicamentos naturais para controlar os diferentes problemas de saúde dos seres vivos, sejam eles físicos ou emocionais. Sua principal característica é considerar cada ser humano como um todo, único e integrado e que deve se manter em equilíbrio para ter saúde.
Maria Luisa L. Schilling,
homeopata unicista e pediatra, Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: luisaschi@cpovo.net

PSICOLOGIA
A adolescência, precoce ou tardia? (p.4)
Até os anos de 1970 pensava-se a adolescência como um período entre 12 a 16 anos. Cheios de ânimo, curiosidade, angústias, queríamos mudar os mundos. O de nossa casa. O dos adultos. O das instituições. Além disso, queríamos tocar as nossas vidas. Sair da casa dos pais, ir para outra cidade. Vestir como as mães queriam? Nem pensar!
Atividade:
Mundo adolescente

     Organizar, em uma mochila, símbolos, recortes de revistas, fotografias e outros materiais que mostrem o que os adolescentes de hoje encontram como referências de passagem para o mundo adulto, revelando desejos, preocupações, conquistas, pressões sociais e sentimentos que trazem consigo. Cada um escolhe algo na mochila e fala para o grupo sobre o que isso lhe diz.

     Complementa-se com questões do texto e conclui-se com o que ficou evidenciado sobre as mudanças ocorridas e as referências e atitudes que os adolescentes precisam encontrar no mundo adulto para constituírem-se como pessoas mais felizes.

Vídeo-debate da TV Aparecida sobre adolescência:


Marta Bellini,
professora da Universidade Estadual de Maringá, PR.
Endereço eletrônico: martabellini@uol.com.br

PAIS E FILHOS
Novas famílias, antigas questões (p.5)
O modelo da família mista é um exemplo de mudança, em que pais divorciados convivem com filhos de outros casamentos. Nem sempre a relação entre ex-cônjuges é amigável. Como resultado, não se sabe quem tem autoridade sobre os filhos, pois a paternidade formal muitas vezes é questionada, gerando brigas e discussões.
Sugestão de Filme:

Um grande garoto (2002) - Will (Hugh Grant) inventa ter um filho só para ir a reuniões de pais solteiros. Assim, conhece uma série de mães solteiras, para viver um rápido romance e sair correndo antes de ouvir a palavra compromisso. Ao conhecer Marcus (Nicholas Hoult), um garoto de 12 anos com muitos problemas na escola e em casa, esta situação muda. Em princípio, um é praticamente o oposto do outro, mas juntos irão aprender bastante.
Direção de Chris Weitz e Paul Weitz. 101 min.
Leonardo Della Pasqua,
psicólogo-psicanalista, diretor da
Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul.
Endereço eletrônico: leopasqua@hotmail.com

EDUCAÇÃO
A contribuição da etnomatemática (p.6)
A etnomatemática não possui uma definição única: para os antropólogos é parte da etnologia de um grupo; para os educadores é um método educacional da Matemática; para alguns pesquisadores é um subconjunto da Educação.
Sugestão de Leitura:

D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática. São Paulo: Editora Ática, 1998.
Viviane Rodrigues de Freitas,
professora de Matemática, Rio de Janeiro, RJ.
Endereço eletrônico: anefreitasrj@gmail.com

FILOSOFIA
Ser humano, um ser cultural (p.7)
A abordagem deste texto passa pela compreensão filosófica de ser humano e de cultura, mediada pela noção de contemporaneidade, que necessariamente traz o conceito de identidade. O ser humano não se define mais somente pelo que faz e pensa, mas pelos efeitos de sentidos da sua ação como produção de cultura.
Vanderlei Carneiro,
filósofo e professor, Fortaleza, CE.
Endereço eletrônico: vanpjmp@ig.com.br

ENSINO RELIGIOSO
Sagrado e Profano: oposto e complemento (p.8)
A experiência do sagrado e profano do ser humano, de um modo geral, é realizada na moldura do tempo e do lugar. Diversas religiões definem e classificam o espaço e o tempo como sagrado, em oposição ao secular e profano. A utilização da palavra “sagrado”, no âmbito do Ensino Religioso e das Ciências da Religião, tem recebido críticas acentuadas nos últimos anos, pois é utilizada de forma inadequada.
Sugestão de Livro:

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
Joachim Andrade,
sacerdote natural da Índia, doutor em Ciências da Religião e
Superior Provincial da Congregação
do Verbo Divino no Brasil Sul.
Endereço eletrônico: joachimandrade@terra.com.br

ESPIRITUALIDADE
A Bíblia (ainda não) é um livro ecumênico (p.9)
Setembro é o mês da Bíblia. Foi escolhido porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (340 a 420 d.C.), que traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia.
Sugestões de leitura:

     O mês da Bíblia deste ano tem como tema o livro bíblico de Jonas. Conheça algumas das publicações do CEBI sobre este livro.
- BRANCHER, Mercedes; COSTENARO, Valderês. O profeta rebelde e a cidade perdida. CEBI, 2010. 44 p.
- CEBI-GO. Brincar e brigar com Deus - Encontros bíblicos sobre Jonas. CEBI, 2010. 70 p.
- GRUPO RUAH DE APROFUNDAMENTO BÍBLICO. E agora, Jonas? E agora você? Fugir? Para onde? CEBI, 2010. 76 p.
- MESTERS, Carlos; OROFINO, Francisco. A parábola de Jonas. CEBI, 2010. 36 p.

Para adquirir, entre em contato com o CEBI pelo e-mail cebi@vendas.org.br ou ligue para (51) 3568-2560.
Martin N. Dreher,
pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
São Leopoldo, RS.

HISTÓRIA
A Era Vargas (p.10)
A economia do período colonial e imperial baseou-se na exportação de matérias-primas. Na era de Getúlio Vargas, a industrialização no Brasil começou a deslanchar. A partir de 1951, Vargas sustenta seu processo de industrialização sobre três pilares: a presença do Estado no setor de petróleo, siderurgia, energia elétrica, reservando às empresas nacionais o setor de autopeças e às estrangeiras a montagem dos carros.
Osvaldo Biz,
jornalista e professor, autor do livro Participação Política,
distribuído pelo Mundo Jovem. Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: obiz@cpovo.net

GEOGRAFIA
O papel do Brasil na América Latina (p.11)
A política externa não é separada da política interna. Se o Brasil é soberano lá fora é por ser soberano aqui dentro. Para nos tornarmos soberanos externamente, precisamos melhorar nossas opções na política interna, desenvolver um mercado de economia popular, retomando o papel do desenvolvimento e a função do Estado de induzir o crescimento econômico.
Emir Sader,
cientista político e sociólogo, São Paulo, SP.
Endereço eletrônico: emirsader@uol.com.br
Blog: www.cartamaior.com.br/templates/blogdoemir.html

SOCIOLOGIA
Regular a mídia não é censura (p.14)
A comunicação no Brasil tem uma história de concentração, verticalização e não regulação, diferente de outros países que construíram seu sistema a partir de debates públicos. Pressupõe-se que comunicação seja um bem público e, portanto, precisa estar submetida a algum tipo de controle.
Sugestões de Sites:

www.fndc.org.br - Site do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, traz artigos críticos e informações de legislações sobre a mídia.
www.donosdamidia.com.br - Projeto “Donos da Mídia”, reúne dados públicos e informações fornecidas pelos grupos de mídia para montar um panorama completo da mídia no Brasil.
Celso Augusto Schröder,
vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj),
coordenador do Fórum Nacional para a Democratização da Comunicação (FNDC) e
professor na Faculdade de Comunicação da PUCRS.
Endereço eletrônico: celso.schroder@pucrs.br

TECNOLOGIA
A escola num mundo saturado de informação (p.15)
Professores(as) de todos os níveis de ensino vivenciam grandes mudanças forçadas pela chegada dos “nativos digitais” às escolas. São crianças, adolescentes e jovens nascidos depois de 1990 e que, mesmo diante das desigualdades socioeconômicas, foram expostos desde muito cedo às mais recentes Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
Luciano Sathler,
professor universitário, São Paulo, SP.
Mais textos do autor: http://lucianosathler.pro.br
Endereço eletrônico: luciano.sathler@unianhanguera.edu.br

CIÊNCIAS NATURAIS
Uso de agrotóxicos e a segurança alimentar (p.16)
O modelo de modernização agrícola da chamada “revolução verde” baseou-se no aumento da produtividade através de pacotes tecnológicos que compreendiam um conjunto de técnicas associadas ao uso de mecanização, sementes híbridas, fertilizantes e agrotóxicos. Este modelo foi tido como a solução para resolver o problema da fome nos países em desenvolvimento.
Para saber mais:

IBGE. Censo Agro 2006: IBGE revela retrato do Brasil agrário: Uso de agrotóxicos. Rio de Janeiro, 2009. Disponível em: Clique aqui

Sugestão de Vídeo:

     Para continuar o debate com os jovens, que tal assistir a um documentário on-line? O documentário Roundup em Goioerê expõe algumas experiências e os terríveis danos causados por um agrotóxico para a soja. Há cerca de dois anos, aviões pulverizam um agrotóxico em plantações de soja e já se percebe influências na saúde dos moradores. Assista ao documentário e tire suas conclusões: Clique aqui
Nirlene Junqueira Vilela, Vicente Eduardo Soares e
Almeida, Vinicius Mello Teixeira de Freitas,

pesquisadores da Embrapa Hortaliças, Brasília, DF.
Endereço eletrônico: nirlene.junqueira@gmail.com

ECOLOGIA
Compostagem
Alternativa aos impactos dos resíduos orgânicos (p.17)
Os resíduos sólidos orgânicos domiciliares exibem importante fonte de contaminação e de poluição quando não são tratados e destinados de forma correta. A compostagem representa uma alternativa tecnológica para transformar esses resíduos em fontes de nutrientes e de renda e para mitigar os impactos socioambientais negativos.
Sugestão de vídeo:

Que tal aprender como fazer uma composteira e construir uma na escola? Assista a um vídeo acessando o link e mãos à obra: www.mundojovem.com.br/artigo-compostagem.php
Monica Maria Pereira da Silva,
professora no Departamento de Biologia da Universidade
Estadual da Paraíba (UEPB).
Endereço eletrônico: monicaea@terra.com.br

REALIDADE BRASILEIRA
Parados no trânsito: o que podemos fazer? (p.18)
Um dos maiores problemas da sociedade contemporânea mostra sua cara cada vez mais feia. Todos os anos batemos novos recordes de congestionamento nas vias das metrópoles. Em São Paulo, o que vigora hoje é de 293 km de vias travadas.
Danilo Pretti Di Giorgi,
jornalista, São Paulo, SP.
Endereços eletrônicos: digiorgi@gmail.com

PROJETO PEDAGÓGICO
Dança na escola (p.19)
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) estabelecem que a dança e a música sejam obrigatórias no currículo escolar, estando inclusas na disciplina de Artes e que, por meio da dança, o aluno experimente um meio de expressão ao falar com o corpo. A partir da dança, o estudante tem a possibilidade de falar consigo mesmo e melhorar sua autoestima.
Gildenir Carvalho Melo,
supervisora da Escola de Ensino Fundamental
Frei Jesualdo Lazzari, Barra do Corda, MA.

LÍNGUA E LITERATURA
Audiolivro
Velha chave para novos mundos (p.20)
Embora exista há quase 100 anos, foi recentemente que o audiolivro ganhou força, podendo ser ouvido em qualquer lugar, a partir de dispositivos móveis. É uma excelente ferramenta de inclusão, que pode também ser explorada em projetos escolares para desenvolver a oralidade de crianças e jovens.
Sugestão de Vídeo:

A noite e o Maracatu - história contada no projeto Audiolivro FA7: Clique aqui

Sugestão de Leitura:

    Audiolivro: uma impor tante contribuição tecnológica para deficientes visuais. Artigo acadêmico que pode ser acessado pelo endereço: Clique aqui
Ana Paula Rabelo e Silva,
professora dos cursos de Comunicação Social e
Pedagogia na Faculdade 7 de Setembro, Fortaleza, CE.
Endereço eletrônico: ana_prabelo@yahoo.com.br

ARTE E CULTURA
Arquiteturas brasileiras (p.21)
Conferir uma noção de unidade de linguagem às manifestações estéticas e culturais de contextos tão diversos e extensos, como os do território brasileiro, geralmente resulta em respostas superficiais. Devemos reconhecer certa impossibilidade de se definir como algo único a arquitetura e as outras expressões artísticas feitas no Brasil.
Sugestões de livros:

CAVALCANTI, Lauro. Moderno e brasileiro: a história de uma nova linguagem na arquitetura (1930-1960). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
FREITAS, Grace de. Brasília e o projeto construtivo brasileiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
NIEMEYER, Oscar. A forma na arquitetura. Rio de Janeiro: Revan, 1978.
Rodrigo Queiroz,
arquiteto e professor doutor do Departamento de Projetos,
da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade de São Paulo (FAU/USP).
Endereço eletrônico: roqueiro@usp.br

JUVENTUDES
Sobre a Lei do Estágio (p.22)
A Lei 11.788, de 25 de setembro de 2008, conhecida como Lei do Estágio, revogou e alterou a legislação anterior sobre o estágio. As mudanças visam a dar maior segurança e justiça às relações estagiários-empresas, dando maior clareza às funções que competem a cada um dos atores envolvidos no processo de contratação de recursos humanos, com objetivo evidente de formação para o trabalho.
Regina Leitão Ungaretti,
professora na Faccat e na Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha,
onde é membro da Comissão de Acompanhamento de Estágios
do Curso de Eletrônica, Novo Hamburgo, RS.
Endereço eletrônico: regina.ungaretti@gmail.com

CURTAS E DICAS
Pelo prazer de ler (p.23)
Super
     André vive no seu próprio mundo virtual e não se liga muito no que está fora dele, como natureza, família, escola... O que ele gosta mesmo é de ser hacker e viver uma identidade digital, que para ele faz muito mais sentido. Em Super, o jornalista Marcelo Carneiro da Cunha cria uma história divertida e com uma dose de mistério, cuja leitura ajuda a entender melhor esta geração que já nasceu conectada à internet. Quais são seus valores? Com o que se preocupam? O que os faz voltar à “vida real”? Publicado pela Galera Record, pode ser encontrado em livrarias e sites do ramo.

Livro (p.23)
Nossas crianças não podem mais esperar!
A inclusão escolar em foco
   Este livro organizado pela psicopedagoga Isabel Parolin é um trabalho desenvolvido por profissionais que acompanham as histórias de jovens em busca de seu direito de aprender, na esperança de que sejam realizadas ações em prol da legítima inclusão escolar. Informações: www.pulsoeditorial.com.br

Site (p.23)
Grito dos Excluídos
     O Grito é um conjunto de manifestações no dia da Pátria, com o objetivo de atrair a atenção da sociedade para a crescente exclusão social. Com o lema Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular, esta 16ª edição será marcada por duas forças motrizes: vida e os direitos e a participação no Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, que acontece na Semana da Pátria. Mais informações: www.gritodosexcluidos.org

Curtas e Dicas (p.23)
Campanha pelo limite da propriedade da terra
     Buscando conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira sobre a necessidade de se estabelecer um limite para a propriedade da terra, no ano 2000 o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo lançou esta campanha para acabar com a histórica concentração fundiária.
     O Brasil é campeão mundial em concentração de terra. E está comprovado que a pequena propriedade familiar é a principal produtora de alimentos que chega à mesa dos brasileiros. Ela emprega 74,4% das pessoas no campo, enquanto a concentração de terras no latifúndio e grandes empresas expulsa as famílias jogando-as nas favelas e áreas de risco das grandes cidades, sendo responsável pela violência no campo.
     O Fórum propõe um limite de 35 módulos fiscais, que varia de região para região - entre cinco e 110 hectares cada módulo - e é definido para cada município de acordo com a situação geográfica, a qualidade do solo, o relevo e as condições de acesso.
     Na semana da Pátria, informe-se e participe na sua cidade do Plebiscito Popular sobre o limite da Propriedade. Ajude nessa luta tão justa e necessária. Mais informações e orientações estão em: www.limitedaterra.org.br

Brasil, um país para a gente fazer!


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