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edição 389, agosto de 2008.
Individualismo
Somos todos concorrentes?
* O biocombustível é uma alternativa viável e ecológica?
* Semana do Estudante: uma mobilização pela vida
* Cristianismo ou cristianismos?
* Aprendendo a lidar com a ansiedade
Será que o individualismo corroeu qualquer possibilidade de projetos coletivos e engajamento político? Será que ele venceu e só olhamos para os outros como concorrentes a serem vencidos? Sobre a afirmação da individualidade, a exacerbação do individualismo na sociedade contemporânea e as possibilidades de mudança, conversamos com a psicóloga Débora de Moraes Coelho.
Débora de Moraes Coelho,psicóloga da Clínica Intersecção: Consultoria Psicológica,
Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico:
debora@intersecpsico.com.br
REALIDADE BRASILEIRA
Biocombustíveis, uma alternativa sustentável? (p.2)
Não podemos perder de vista que a produção de biocombustível deve ocorrer de forma sustentável, respeitando os nossos biomas, sobretudo a Amazônia. É preciso que seja acompanhada de uma consciência ambiental e sem descuidar da segurança alimentar. Só assim os biocombustíveis ajudarão ao desenvolvimento dos países mais pobres e contribuirão com o meio ambiente.
Eriswagner Matos Soares,servidor do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia -
CEFET\UNED - Vitória da Conquista, BA.
Endereço eletrônico:
eriswagner@gmail.com
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Nem tudo são flores nas energias renováveis (p.3)
No cenário de degradação ambiental, principalmente na era da consciência das causas e dos efeitos adversos decorrentes do aumento do efeito estufa, acende o debate em relação às implicações da geração, do uso e da distribuição de energia. Constitui-se um delicado e controvertido tema, sobretudo quando surgem riscos de redução da disponibilidade energética.
Monica Maria Pereira da Silva,bióloga, educadora ambiental e professora na Universidade
Estadual da Paraíba, Campina Grande, PB.
Endereço eletrônico:
monicaea@terra.com.br
ECOLOGIA
Nem tudo o que é verde simboliza vida (p.4)
No Brasil as monoculturas de árvores, especialmente de eucaliptos, para produção de celulose estão se expandindo em um ritmo muito acelerado. E geram muitos conflitos das empresas e governos com movimentos sociais e ambientais. Por que a América Latina, e especialmente o Brasil, é a bola da vez no mercado de produção de celulose? Que impactos isso gera para a sociedade brasileira?
Christiane Campos,jornalista, economista e doutoranda em Geografia pela Universidade
Federal do Rio Grande do Sul.
Endereço eletrônico:
chris_senhorinha@hotmail.com
JUVENTUDE
Semana do Estudante
Mil razões para viver! (p.5)
Em 11 de agosto comemora-se o Dia do Estudante e junto dele está a semana dedicada à mesma causa. Coordenada pela Pastoral da Juventude Estudantil, é uma proposta de trabalho acerca de temas atuais, condizentes com a realidade dos jovens, que fomenta o protagonismo estudantil e juvenil.
Tábata Silveira,estudante de Direito e secretária nacional da Pastoral da Juventude Estudantil - PJE.
Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico:
tabatapje@yahoo.com.br
EDUCAÇÃO
Reconstruindo o aprender: o estudo por áreas (p.6)
Reconstruir o aprender requer mudanças de atitudes, ver o educando como um ser integral, em seu âmbito cognitivo, afetivo e social. Isto implica na adoção de uma nova concepção no fazer, uma nova postura diante do conhecimento em busca da unidade do pensamento. Esta unidade se baseia na integração das disciplinas, numa relação de reciprocidade, passando de uma forma fragmentada para uma forma unitária e dialógica. Através da interdisciplinaridade chegou-se ao estudo por áreas.
Sonia Klein dos Santos,professora na rede estadual de ensino, Santa Maria, RS.
Endereço eletrônico:
sonia.klein@ig.com.br
e
Adriano Guerra,professor, diretor de escola pública, Santa Maria, RS.
LÍNGUA E LITERATURA
Incluir a biblioteca na vida escolar (p.7)
Costumo dizer que as bibliotecas devem ser um dos espaços mais públicos das escolas. Isso significa considerá-la como espaço favorecedor do desenvolvimento da autonomia dos indivíduos em virtude das encantadoras descobertas que nela podem acontecer.
Maria do Carmo de Oliveira Vargas,professora de História, especialista
e mestre em Políticas Públicas pela
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG.
Endereço eletrônico:
vargasbh3@yahoo.com.br
GEOGRAFIA
Bolívia: país síntese da América Latina (p.8)
Os cientistas sociais, os estrategistas militares e os estudiosos da política costumam utilizar modelos teóricos e construir cenários para entender determinadas situações e imaginar para onde podem evoluir. Assim tornam mais transparente o que se apresenta como ininteligível. A Bolívia de hoje pode ser vista, sob certos aspectos, como um cenário que resume e explicita de forma dramática todas as tensões, contradições e desafios da nossa América Latina.
Beatriz Bissio,jornalista e doutora em História pela Universidade
Federal Fluminense - UFF, Rio de Janeiro, RJ.
Endereço eletrônico:
bbissio@gmail.com
HISTÓRIA
Quem lutou em 1932? (p.9)
Para entender a Revolução de 1932, é preciso recuar até a metade do século 19. Nessa época, o açúcar e o ouro não eram mais as estrelas da pauta exportadora brasileira, e sim o café do Rio de Janeiro e de São Paulo. Com esses dois produtos, o Brasil voltava a ser, depois de décadas de estagnação, um grande exportador de produtos primários.
Plínio de Arruda Sampaio,professor, promotor, advogado e diretor do
jornal Correio da Cidadania, São Paulo, SP.
Endereço eletrônico:
pliniosampaio@cidadania.org.br
PROJETOS PEDAGÓGICOS
Uso de blogs na educação: a política em debate (p.10)
A temática política é o eixo de estudo no terceiro ano do Ensino Médio do Centro de Educação Básica Francisco de Assis (Ijuí, RS), na área de Ciências Humanas e suas tecnologias. O objetivo é impulsionar discussões e reflexões sobre a política na escola.
Adão Caron Cambraia e
Airton Rodrigues da Silva,professores do Centro de Educação
Básica Francisco de Assis - EFA, Ijuí, RS.
Endereço eletrônico:
cambraia@unijui.edu.br
POLÍTICA E CIDADANIA
O nosso voto pode construir uma casa nova (p.11)
O tempo de campanha serve para que todos possam ouvir as propostas de cada candidato, conhecer o programa dos partidos e aprofundar o debate sobre os rumos que a cidade deve tomar. Alguns candidatos, com práticas de coronelismo e a reincidência de outros vícios pessoais em suas vidas públicas, tentam conquistar votos com propostas messiânicas e práticas pouco claras.
SOCIOLOGIA
Trabalho comunitário e individualismo (p.14)
Todos nós somos inseridos em um meio comunitário desde o momento em que nascemos. A família pode ser considerada uma primeira experiência da comunidade social. Somos embalados neste mundo que nos cerca de amor e carinho por todos os lados. Entretanto algumas pessoas, em certo momento da história, parecem querer viver dentro de casulos, onde ninguém possa entrar.
José Antônio Leandro Filho,professor de Filosofia, Sociologia, Ética e
Cidadania nas cidades de Presidente
Venceslau e Presidente Epitácio, SP.
Endereço eletrônico:
z2antoni@terra.com.br
ENSINO RELIGIOSO
Religião e compromisso ético e social (p.15)
A verdadeira prática da fé caminha ao lado do entendimento e da valorização integral da vida. É o viver para si e para o outro que compreende a complexidade da existência e da necessidade intensa de relacionamento com o próximo como parte do processo natural da vida.
Diana Fernandes dos Santos,presidente da Confederação Metodista de Jovens,
membro da Comissão de Juventude e da Comissão de Educação e
Formação Ecumênica pelo Concílio Mundial de Igrejas,
Juiz de Fora, MG.
Endereço eletrônico:
vanna_ssa@yahoo.com.br
ESPIRITUALIDADE
O cristianismo e suas ramificações (p.16)
O cristianismo é como uma grande “árvore” que tem diversas ramificações. Existem diversas outras “árvores” ou tradições religiosas. Algumas são mais antigas que a cristã, como, por exemplo, as religiões de matriz africana, a hinduísta, a budista, a judaica... Entre as tradições mais recentes que o cristianismo está o islamismo, que hoje é a segunda tradição religiosa mais numerosa do mundo.
José Ivo Follmann,padre jesuíta, professor e integrante do programa Gestando
o Diálogo Inter-Religioso e o Ecumenismo,
Unisinos, São Leopoldo, RS.
Endereço eletrônico:
jifmann@unisinos.br
PAIS E FILHOS
A adoção como doação é um passo rumo à felicidade (p.17)
A adoção de uma criança, quando assumida com espírito de doação, é um passo para frente na caminhada da vida. Os pais adotantes podem, a qualquer momento, recomeçar essa caminhada em direção à felicidade. Às crianças e aos jovens que vivem com um pai e uma mãe de coração também serão dadas sempre novas oportunidades para recomeçar.
PSICOLOGIA
Ansiedade e insegurança (p.18)
Ansiedade é um estado emocional desagradável de apreensão, causado pela suspeita ou previsão de um perigo contra a própria integridade. É um temor frente a um perigo real ou imaginário, uma espécie de alerta para algo que possa ferir física ou moralmente. É uma defesa natural do corpo, mas torna-se prejudicial quando limita, impede, bloqueia e quando provoca sentimentos ou sensações de difícil controle.
Denise Cristina Zandomeneghi,doutora em Psicologia, especialista em medicina
psicossomática e em depressões, Caxias do Sul, RS.
Endereço eletrônico:
decrizan@yahoo.es
SEXUALIDADE
A química do amor e da paixão (p.19)
Por um instante que parece uma eternidade, o corpo estremece, surgem palpitações, a boca seca, o mundo lá fora é esquecido para render-se às emoções da paixão. É a química do amor, um fluxo de substâncias que desencadeiam uma revolução bioquímica no organismo de homens e mulheres a partir de um simples olhar.
Débora Schmitt,graduada e especialista em Química e mestranda
em Docência Universitária, Carlos Barbosa, RS.
Endereço eletrônico:
quimica_debora@hotmail.com
VIDA SAUDÁVEL
Somos o que comemos? (p.20)
“O homem se alimenta de carnes, de vegetais e de imaginário.” A partir dessa frase, de autoria do sociólogo francês Claude Fischler, podemos entender que nossos corpos não necessitam apenas de calorias, vitaminas, proteínas etc. Por isso, a comida é também “boa para pensar”.
Renata Menasche,pesquisadora da Fepagro e professora do Programa de
Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural - UFRGS.
Endereço eletrônico:
renata.menasche@pq.cnpq.br
e
Josiane Carine Wedig,cientista social, mestranda pelo PGDR/UFRGS.
e
Pauline Müller Pacheco,graduanda em Nutrição pela UFRGS.
ARTE E CULTURA
Folclore: a alma de um povo (p.21)
No coração de um país, reside a maior das riquezas que pode existir: a cultura de seu povo. E no Brasil somos privilegiados nessa questão, pois não há outro lugar com tanta diversidade de expressões e que as integre de maneira tão pacífica e cooperativa. É por isso que em 22 de agosto celebramos, com muito orgulho, o Dia do Folclore.
Equipe Mundo Jovem
CURTAS E DICAS
Vocação e profissão
A vocação consiste na escuta interior de um projeto que dá sentido e valor à vida inteira. É um modo de ser e viver, permeado pela resposta ao chamado de Deus e da realidade presente. A vocação representa o encontro da pessoa com seu autêntico caminho. Consiste na realização mais profunda de sua existência.
A profissão, por sua vez, costuma ser motivada por razões utilitárias e práticas. Implica na dedicação de uma tarefa especializada, segundo as necessidades da sociedade em desenvolvimento. O simples exercício de uma profissão repetitiva pode deixar a pessoa indiferente e não realizada em seu íntimo. A vida perde o seu sentido mais profundo. O ser humano se sente máquina de um sistema que visa ao lucro e à produção. Em vez de ser o senhor da história, ele passa a ser mero instrumento de trabalho.
Uma autêntica vocação é capaz de integrar todas as tarefas profissionais e dar sentido até mesmo às ocupações mais humildes e despercebidas. A vocação é a alma e o coração de toda atividade profissional. É o motor de todo o trabalho humano. Sem o espírito vocacional, a vida se torna monótona e o trabalho passa a ser mera repetição, sem criatividade e sem dinamismo. A vocação possibilita sempre uma nova descoberta, até mesmo nas coisas rotineiras e insignificantes do cotidiano diário. Sem vocação, a profissão se torna mera repetição e não realiza a pessoa, em busca constante de renovação e transformação.
Pe. Agenor GirardiEndereço eletrônico:
agenor@wmail.com.br
Livro (p.23)
Pesquisa em sala de aula
Viagens sem mapas, movimentos num rio, ensinar o que não se sabe, preparando a performance final, pauta musical, são algumas das metáforas apresentadas neste livro para o pesquisar em sala de aula e o educar pela pesquisa, propostos como novas tendências para a Educação em novos tempos. Organizado por Roque Moraes e Valderez Marina do Rosário Lima.
Pedidos:
EdipucrsFone/Fax: (51) 3320-3523
Site:
www.pucrs.br/edipucrsE-mail:
edipucrs@pucrs.br
Site (p.23)
Cinema na educação
Filmes são recursos atraentes que, bem trabalhados, podem ampliar a visão crítica do estudante, ser motivadores de estudos e debates em sala de aula. No site
www.planetaeducacao.com.br podem ser encontradas muitas dicas de filmes e de como trabalhá-los.
Vocação é participar do que acontece no mundo.