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edição 349, agosto de 2004.
Contra a violência, uma cultura de paz


Pai, presença e proteção
Novos paradigmas na educação para evitar a exclusão
Eleições municipais: é bom ir pensando nisso
Num planeta finito não é possível um crescimento infinito
REALIDADE BRASILEIRA
A violência tira o brilho da nossa sociedade (p.12-13)
Refletir sobre as causas da violência, destacar e estimular ações que contribuam para a afirmação de uma cultura de paz é uma tarefa de todos. Se a violência não poupa ninguém, tampouco a ação pela paz deve deixar alguém de braços cruzados, esperando que ela caia do céu. Iniciativas como o Instituto Sou da Paz - São Paulo - surgem com ações eficazes de superação da violência. Conversamos com Mariana Montoro Jens, gerente de mobilização deste Instituto.
Mariana Montoro Jens,
gerente de mobilização do
Instituto Sou da PAZ, São Paulo, SP.
Site: http://www.soudapaz.org.br

GEOGRAFIA
Pantanal: os encantos e desafios de um paraíso (p.2)
Para preservar a paisagem natural do Pantanal, considerada uma das mais belas do planeta, temos que tomar um novo direcionamento. Temos que criar possibilidades de utilização de forma sustentável dos recursos naturais da região, buscando a melhoria da qualidade de vida da população pantaneira, além de encontrar alternativas como o ecoturismo, gerando empregos e garantindo a conservação do meio ambiente.
Renata Barros Abelha,
professora universitária da UNITAS e
professora do CMEF “Prof. José Nodari”,
Tangará da Serra, MT.
Endereço eletrônico: reabelha@terra.com.br

EDUCAÇÃO FÍSICA
A sede de viver (p.3)
Já sabemos que o calor humano é uma questão vital na prática de atividades físicas. Hoje, vamos falar da água e algumas de suas funções importantes durante o exercício.
Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues,
professor de Fisiologia do Exercício na Escola
de Educação Física, Fisioterapia e
Terapia Ocupacional da Univers. Federal de Minas Gerais,
Belo Horizonte - MG.
Endereço eletrônico: lor@ufmg.br

HISTÓRIA
Nascemos na África (p.4)
As pesquisas mais recentes sobre a origem dos humanos revelam que os Homo sapiens partiram do continente africano em algum momento dos últimos 100 mil anos. Para o biólogo e geneticista Ulf Gyllensten, Suécia, o ancestral comum do homem moderno viveu na África há 171.500 anos.
Rui Antônio de Souza,
equipe Mundo Jovem.

MATEMÁTICA
O novo sempre vem? (p.5)
A tecnologia está inevitavelmente, e de forma cada vez mais acentuada, presente no dia-a-dia das pessoas. E a discussão acerca das mudanças a serem implementadas nos processos escolares extrapola não só as metodologias específicas das diversas disciplinas, mas exige refletir o conjunto da prática pedagógica.
Gilberto Flach,
Professor de Matemática e Orientador do
Laboratório de Informática
da Escola Fundamental La Salle Esmeralda,
Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: flachbeto@yahoo.com.br

FILOSOFIA
Um ser de afeto, relações e cuidados (p.6)
Quem somos nós? Cada cultura, cada saber e cada pessoa procura dar-lhe uma resposta. A maioria das compreensões são insulares, reféns de certo tipo de visão. Por isso nenhuma delas diz tudo e todas são complementares. No entanto, as contribuições das ciências da Terra, englobadas pela teoria da evolução ampliada, nos trouxeram visões complexas e totalizadoras, inserindo-nos como um momento do processo global, físico, biológico e cultural. Mas nem por isso elas fizeram calar a pergunta. Antes a radicalizaram.
Leonardo Boff,
escritor,
Endereço eletrônico: lboff@uol.com.br

PROFISSÕES
Profissão: religioso(a). Por que não? (p.7)
Entre as diversas profissões, destaca-se a da vida religiosa, que na verdade é mais uma vocação do que uma profissão. No Brasil calcula-se que existam 50 mil pessoas que se dedicam à vida religiosa, seja como sacerdotes, irmãos/as religiosos ou religiosas. Para muitos, constitui-se numa loucura dedicar-se exclusivamente a Deus e aos irmãos; para outros, é a consagração plena de uma vida realizada. É uma opção de vida que deve ser respeitada como qualquer outra.
Maria Áurea Augusto Marques,
religiosa da Congregação de Nossa Senhora de
Caridade do Bom Pastor, Recife, PE.

PSICOLOGIA
O pai e sua importância na vida do jovem (p.8-9)
Os jovens necessitam ter exemplos e apoio positivo no mundo de hoje. Eles têm de enfrentar novas exigências de natureza social, física e psicológica e lidar com uma quantidade muito maior de pressões pessoais e sociais do que qualquer geração anterior. Como o pai tem um lugar ímpar na vida dos filhos, uma paternidade positiva contribui significativamente para o desenvolvimento saudável dos jovens.
Niusarte Virginia Pinheiro,
orientadora Educacional na EEEFM
Profª Maria Magdalena da Silva, Ponto Belo-ES.
Profª na Universidade do Estado da Bahia –
UNEB/Campus X.
Endereço eletrônico: niusarte@simonet.com.br

LÍNGUA E LITERATURA
Versões nacionais das músicas estrangeiras que convencem... (p.10)
A compreensão de um texto não se dá apenas por parte da assimilação individual das palavras. Ocorre por conta da relação contextual que as mesmas possuem. É também necessária uma contextualização cognitiva. Este aspecto surge do conhecimento prévio do leitor no momento da leitura.
Edmilson Sá,
professor de Língua e Literatura Inglesa na Autarquia de
Ensino Superior de Arcoverde, PE.
Endereço eletrônico: edmilsonjs@aesa-cesa.br

EDUCAÇÃO
O desafio é educar para a inclusão (p.11)
O que não pode sair de nossas mentes é que um aluno evadido e reprovado na escola tem grandes possibilidades de ser, também, reprovado na vida. Isto é fruto da realidade desigual que vivenciamos. E a escola tem encontrado dificuldades de resolver seus problemas de evasão e reprovação, fenômenos que constituem os principais entraves a progressão dos nossos alunos, atribuindo a muitos deles o status de “excluídos”.
Leandro Haerter,
sociólogo, coordenador pedagógico na Escola Municipal de
Ensino Fundamental Marechal Deodoro,
Canguçu, RS.
Endereço eletrônico: lhaerter@bol.com.br

SAÚDE E SEXUALIDADE
Drogas X expressão dramática na escola (p.14)
Infelizmente, as drogas e suas conseqüências percorrem a sociedade, devastando grande parte de nossos adolescentes. Os educadores, em sala de aula, têm em mãos um ótimo álibi: a palavra, capaz de transmitir tudo aquilo que há de melhor para os educandos. É preciso ultrapassar os preconceitos e falar a respeito da droga de uma maneira dinâmica e desafiante.
Neiva Gonçalves e Luciana Gepiak,
professoras da Escola de Ensino Fundamental
Cristo Rei, Rio Grande, RS.
Endereço eletrônico: crei@vetorialnet.com.br

JUVENTUDE
Ser pais jovens (p.15)
Se ser pai ou mãe quando se é adulto já é difícil, imagine exercer esse papel quando se é adolescente, ainda “desabrochando” para a vida e sem a dose de maturidade necessária para desempenhar tal função.
Lívia Chamusca Assmar Santos,
licenciada em Pedagogia (UCSAL), com especialização
em Educação de Jovens e Adultos (UNEB),
Lauro de Freitas - BA.

ECOLOGIA
Desenvolvimento sustentável agora (p.16)
Dentre as muitas dúvidas que se desenham neste novo século, um questionamento que seguidamente nos fazemos é: como é possível haver desenvolvimento para toda a humanidade sem que para isso se esgotem por completo nossos recursos naturais e fontes de energia? Por esse motivo é cada vez mais presente nos diversos setores da sociedade o debate sobre como desenvolver com sustentabilidade, ou seja, como promover um desenvolvimento sustentável.
Marcelo Panis,
graduando do Curso de Licenciatura Plena em Geografia,
na Universidade Federal de Pelotas,
UFPEL, RS.
Endereço eletrônico: panis02@yahoo.com.br ou
panisgeo@yahoo.com.br

RELIGIÕES
Qual é a religião da maioria dos brasileiros? (p.17)
Tentar responder a perguntas sobre “a religiosidade dos brasileiros” não é uma tarefa fácil. Pode também levar a respostas desconcertantes e, por vezes, desencontradas. Mas, sem dúvida, uma coisa é certa: a maioria dos que acreditam em Deus não freqüentam templos ou locais de culto religioso com alguma regularidade. Vivem à margem do credo e da prática habitual das religiões. Cultivam, sim, as mais variadas formas de crer, mas estas formas são idealizações pessoais ou de pequenos grupos, em geral, muito distantes dos exigentes “catecismos” das religiões ou das igrejas.
Inácio José Spohr,
professor de Sociologia da Religião na
UNISINOS, São Leopoldo, RS.
Endereço eletrônico: spohr@bage.unisinos.br

ESPIRITUALIDADE
O dia-a-dia da espiritualidade (p.18)
A palavra espiritualidade há algum tempo está presente no senso comum. Muitas pessoas definiriam espiritualidade a partir de seus conhecimentos religiosos ou de suas experiências místicas. Atualmente, a necessidade de uma experiência mais profunda com o eu interior, com o transcendente está levando a uma espécie de fuga do mundo real, o que está gerando muitas frustrações.
Gisele Mazzarollo,
pedagoga, professora de Educação Religiosa
no Colégio Madre Imilda,
em Caxias do Sul, RS.
Endereço eletrônico: gisele.mazzarollo@fsg.br

ENSINO RELIGIOSO
Fé e obras (p.19)
Para refletir sobre religião e política preferi recorrer ao mártir Tiago que em sua carta aos apóstolos diz: “... Assim também é a fé, sem obras está completamente morta...” (Tg 2,14-18)
Regina Paixão,
gente Pastoral da Paróquia Santos Mártires,
São Paulo, SP.

POLÍTICA E CIDADANIA
Por que reformar a Previdência? (p.20)
A Previdência Social é um sistema de proteção social administrado por uma instituição pública do Governo Federal, que tem como objetivo reconhecer e conceder direitos aos seus segurados. Assegura o sustento do trabalhador e de sua família, quando ele não puder trabalhar por motivo de doença, acidente, gravidez, prisão, morte ou velhice.
Grégori Rafael Antunes,
formado em Administração de Empresas,
funcionário da Previdência Social, Vacaria, RS.

DATAS COMEMORATIVAS
A pátria começa em... (p.21)
O que é pátria? Quem é patriota? Será que este debate está fora de moda? Mas uma coisa é certa: só existe patriotismo com participação ativa das cidadãs e cidadãos. Mesmo em tempos de globalização, esta participação começa em casa, na escola, na comunidade, no município...
Equipe Mundo Jovem,

Datas Especiais (p.21)
10/08 - Dia dos pais
11/08 - Dia do Estudante
12/08 - Dia Internacional da Juventude (ONU)
22/08 - Dia Mundial do Folclore
28/08 - Dia do Voluntariado
07/09 - Independência do Brasil
08/09 - Dia Internacional da Alfabetização

CURTAS E DICAS
Dinâmica (p.23)
Direitos humanos e violência

Objetivo: Refletir sobre a relação da violência com o desrespeito aos direitos humanos.

Material: Cópia dos Direitos Humanos, imagens de situações desumanas: crianças famintas, guerra, crianças e idosos abandonados, prisioneiros, desempregados, intercalando com figuras de situações positivas como crianças saudáveis, crianças na escola, idosos bem cuidados etc; papel, canetas, pincéis, cola...

Desenvolvimento:

Colocar as figuras numa mesa ou no chão. Dividir a turma em grupos. Cada grupo escolhe duas figuras. O grupo analisa as duas e comenta sobre elas, identificando as situações e apontando soluções viáveis.
- Distribuir uma cópia dos Direitos Humanos para cada grupo, para que identifiquem onde se encaixam as situações observadas.
- Conversar sobre o que isso tem a ver com a violência e que atitudes precisam ser desenvolvidas, da parte dos governos e da nossa parte.
- Finalizar com a construção de um painel criativo, onde cada um escreve ou desenha o que concluiu sobre o tema.

Fonte: adaptação de dinâmica. Livro Dinâmicas de Grupo: crescimento e integração, Giovanna L. Borges. Editora Vozes. Fone: (0 xx 24) 2233-9000.

Projeto pessoal: não deixes a vida te levar




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