Neste espaço estamos reproduzindo alguns textos sobre grupos de jovens. Esperamos que sirvam para o debate e a ação. Você também pode contribuir enviando sua experiência e reflexão.

A formação do grupo de jovens

Artigo - os passos de amadurecimento de um grupo

 A educação na fé é um processo. Ter consciência do processo em suas diferentes dimensões e etapas é uma necessidade para todos que desejam organizar grupos de jovens, para a evangelização das juventudes. O jovem que ingressa no grupo pode percorrer estas etapas:

Nucleação

É ponto de partida do jovem no grupo. A conquista e o processo de cativar. O que o nucleado deseja? É alguém que deseja descobrir os valores e os dons que possui. Quer que quem o convida, o valoriza e que o grupo ao qual é convidado seja amigo, onde possa sentir-se livre e possa expressar seus anseios e desejos. Ele quer ser valorizado pelo nome e pela sua história. Assuntos importantes são a amizade e o namoro.

Técnicas possíveis nesta etapa:

- Organização das reuniões, não deixando de ajudar, marcando o local do encontro, envolvendo o pessoal na preparação.
- Valorização da vida pessoal e grupal, levando as pessoas a se desinibirem.
- Utilização de festas, passeios, compromisos fora das reuniões, refeições coletivas, trabalho de mensagens músicais, celebração de aniversários, serenatas, retiros.
- Apresentação de um Jesus amigo, que teve um grupo, valorizando símbolos e gestos nas orações, ajudando para que a vida da amizade se torne uma espécie de música.
- Visita a outros grupos.

Iniciação

1º momento: a infância

É o primeiro momento da vida de um grupo. O que o jovem deseja? Ele quer ser autovalorizado e aceito para melhor relacionar-se consigo mesmo, com os outros e assim engarjar-se no crescimento da fé. Deseja desenvolver-se e ser percebido como alguém que colabora na transformação da sociedade. Anseia ser acolhido com dignidade e na amizade, sonhando com um ambiente de diálogo, onde possa manter essa amizade com relacionamentos livres.

Técnicas possíveis neste momento:

- Levar o jovem a ler.
- Utilizar diversos meios que o levem a se desinibir e desenvolver formas de expressão (teatro, música, dança, mensagens...)
- Desenvolver atividades grupais e pequenas tarefas na comunidade.
- Fomentar celebrações movimentadas e vibrantes, com símbolos, expressão do corpo, aproveitando a natureza.

2º momento: adolescência

Trata-se de um grupo que já tem vida há certo tempo. O que o jovem deseja?
Continua valendo o que se falou da infância. Acrescenta-se, no entanto, o despertar da questão da afetividade e da sexualidade. Amadurece o senso de liberdade e a vontade de saber mais sobre liderança. Claro que a amizade e a solidariedade, como anseio, prosseguem. Assim como gosta de lazer, o jovem é curioso por exercícios de autoconhecimento e autocontrole. Agradam-lhe celebrações participativas, esporte, visitas para conhecer a realidade, executar e planejar tarefas.

Técnicas possíveis neste momento:

- Painéis, debates e palestras (análise da conjuntura, bíblia e história da PJ).
- Análise de programas e propagandas dos Meios de Comunicação Social.
- Celebrações envolventes, levando à experiência de Deus e ao conhecimento da proposta de Jesus Cristo.
- Dinâmicas de integração.
- Reuniões nas casas dos membros do grupo.
- Retiros, encenações, teatro, música, dança.

3º momento: Juventude

Imagina-se um grupo de iniciantes numa fase já mais avançada. O que o jovem deseja? O jovem, aqui, quer ser útil e ter uma ação concreta dentro do seu meio e na sociedade. Quer ser respeitado e exige respeito dos outros, principalmente dos mais pobres. Além de falar de si, quer descobrir-se e descobrir sua vocação. Está em busca, igualmente, de um amadurecimento político.

Técnicas possíveis neste momento:

- Amadurecer formas de o jovem, no grupo, procurar pistas planejadas de ação.
- Trata-se de investir na formação técnica a partir da própria organização deles. Fundamental o trabalho de planejamento e avaliação.
- Organizar momentos celebrativos fortes de sua fé como vigília, retiro, caminhadas.
- Realizar cursos e treinamentos de capacitação técnica e fazer com que o grupo viva a Revisão de Vida e de Prática.
- Formas de engajamento nos movimentos populares, sindicatos, movimento estudantil e ações concretas na comunidade eclesial.
 

Equipe do Instituto de Pastoral de Juventude (IPJ)
Artigo publicado na edição 259, jornal Mundo Jovem, abril de 1995, página 15.

Questões para debate:

  • 1 - Quais os momentos da formação de um grupo de jovens?
    2 - Que técnicas importantes devem ser observadas em cada momento?
    3 - O que é importante para o jovem em cada momento do grupo?

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