Edição

2001

Agosto de 2001 - Edição nº 319 - Profissão: a escolha que a gente tem que fazer - Jornal Mundo Jovem

Edição nº 319 - Agosto/2001 - Jornal Mundo Jovem

Profissão: a escolha que a gente tem que fazer

Edição N° 319 Ano 2001 - Agosto de 2001
  • Idade Média, idade das trevas?
  • Pena de morte é solução?
  • Livros Sagrados: Deus se manifesta
  • O jogo das privatizações no Brasil
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Matérias e conteúdo

Juventudes

Vocação e profissão: O que eu vou ser para crescer? p. 12-13

Os jovens na faixa dos 15 aos 24 anos representam 20% da população brasileira. Vivem um momento crucial em suas vidas porque estão deixando de ser adolescentes para se tornarem jovens adultos. Começam a se desligar de suas famílias e precisam definir-se profissionalmente. Esta decisão é a que mais causa angústia entre os jovens do mundo inteiro. Eles se encontram diante de uma realidade que nada tem a ver com aquela que seus pais enfrentaram e, provavelmente, não será a mesma daqui a cinco ou dez anos. Além disso, a maioria das escolas não sabe preparar o jovem para o que irá enfrentar fora de seus muros. Diante deste quadro, todos que se preocupam com os jovens - família, escola, governos, organizações estudantis, grupos de jovens - precisam buscar respostas.

Leia mais > Marinara Peixoto e Mariana Villani assessoras da Secretaria Municipal da Educação de Porto Alegre.

Ensino Religioso

Cartas de amor que Deus mandou p. 2

Uma história judaica conta que o neto mais novo do famoso rabino Baruc precipitou-se em lágrimas no seu quarto. O velho lhe perguntou:
- Yehiel, por que você está chorando?
- Meu amigo deu o fora. Não é justo.
Nós estávamos brincando de esconder. De repente, ele foi embora e me deixou escondido.
O rabino acariciou a cabeça da criança e as lágrimas lhe correram nos olhos:
- "Deus também, Yehel, sofre. Ele se esconde e o ser humano não o procura.
Deus está escondido, esperando que o procuremos" ...

Marcelo Barros monge beneditino e escritor, Recife, PE.

Doutrina Social

Solidariedade, a nossa utopia p. 3

A solidariedade sempre foi uma característica da ação da Igreja através dos séculos. No entanto, foi depois da Revolução Industrial, com Leão XIII, em 1891, que a Igreja formalizou sua luta em favor dos mais pobres, dos operários, dos que estavam sendo explorados. Na América Latina, a solidariedade formaliza-se em documentos como da reunião dos bispos em Medellín, Puebla e Santo Domingo. Neste artigo algumas dicas de Dom Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra, da CNBB.

Dom Tomás Balduino Presidente da Comissão da Pastoral da Terra da CNBB.

Religião

Audácia Juvenil e Vida Religiosa Consagrada p. 4

Audácia juvenil? O que é isso? O quê? Ainda existe vida religiosa consagrada? É possível seguir Jesus Cristo e imitá-lo na opção dele? Os adolescentes e jovens em geral gostam de desafios. E ao que parece, fica mais gostoso se o desafio colocado traz consigo um "espírito de aventura", de construção em cada passo, de novidade a cada encontro, a cada nova relação e em cada novo ambiente.

Carlos Humberto Mendes Gothchalk Irmão Marista Vice-Diretor do Colégio Marista Champagnat, Porto Alegre, RS.

Psicologia

Os pais, a violência e a guilhotina p. 5

Sopra vento norte e faz calor. Dizem que é prejudicial. Estimula os ânimos e provoca violência. Não me atrevo a duvidar. Mas, quero crer que violência não é só uma questão climática. Ela existe em todas as épocas do ano, embora com evidências maiores em alguns períodos. E por razões que não são passageiras como o vento.

Dirceu Benincá Doutor em Ciências Sociais e Coordenador Administrativo da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Campus Erechim.

História

Idade Média e o sistema feudal p. 6-7

Tradicionalmente os professores dividem a Idade Média em Alta e Baixa. A primeira fase, o feudalismo, acaba sendo uma fusão entre o modelo romano e o modelo germânico. Quando os germânicos, também chamados povos bárbaros, ocupavam as regiões, eles tomavam posse daquelas propriedades, e os antigos escravos romanos eram transformados em servos. Então eles obtinham a liberdade, porém, enquanto servos, eles não podiam sair da terra. E aí está uma diferença importante. O escravo era uma propriedade do senhor, que poderia não só ser comercializado, como ser mandado, espancado. O servo, não. Ele tinha um conjunto de direitos, embora lhe fosse vedada a possibilidade de abandonar o feudo.

Marcos Cordiolli historiador, educador e produtor de cinema, Curitiba, PR e do Núcleo de Estudantes Negras e Negros.

Geografia

Onde está o "latino" da América? p. 8

O quanto o conjunto dos países ao sul do Rio Grande é de fato latino? Podemos dizer que este termo é aceitável étnica ou identitariamente para países como Bolívia, Equador, Peru, Venezuela, Colômbia... ou mesmo o Brasil?
O que centraliza a discussão que propomos não é a da identidade da América, mas das múltiplas identidades do Continente, pois fazem-se necessários trabalhos que resgatem o valor das diversas comunidades autóctones na formação das sociedades atuais.

Orlando Albani de Carvalho Licenciado em Geografia. Professor no Programa de Educação Continuada do Colégio de Aplicação da UFRGS -Geografia/Ensino Médio.

Língua e Literatura

O jornal na sala de aula: uma janela aberta para o mundo p. 9

Cabe à escola viabilizar meios para que o aluno se forme e se informe como leitor crítico do mundo que aparece no jornal. Assim vai favorecer-lhe, sobretudo, a visão de que nenhum texto é totalmente destituído das ideologias que o cercam, nem são puras as informações, visto que entre o fato e a versão, comumente, há uma pedra no meio do caminho.

Teresa Neuma de Farias Campina professora de Língua Portuguesa e Prática Pedagógica na Universidade Estadual da Paraíba e em escolas de Ensino Médio.

Filosofia

A pena de morte p. 10

A pena de morte é, com certeza, um dos assuntos que atualmente mais divide a opinião pública. Por pena de morte entende-se uma lei positiva, promulgada por competente autoridade, com o objetivo principal de proteger a sociedade contra os grandes criminosos.

Egon Aloysio Stroeher professor de Moral na PUCRS.

Drogas

"A família foi decisiva para eu sair das drogas" p. 11

O uso de drogas estraga a família. Todos os tipos de drogas, desde o álcool até as drogas químicas, as mais pesadas, porque a preocupação dos pais é constante. A destruição familiar é muito grande: a falta de paz, a falta de harmonia. Muitos jovens que se drogam acabam ficando agressivos, se voltando, às vezes, contra os próprios familiares. Todo o tipo de droga cria conseqüências gravíssimas dentro de casa.

Ângela Lago ex-dependente de drogas, palestrante - Porto Alegre, RS.

Sociologia

Entre a solidariedade e o direito p. 14

Em uma coisa a política econômica de FHC está certa, a prioridade não é investir no social. Diz o dito popular que quando a torneira está pingando, não adianta pôr estopa ou balde, tem-se que consertá-la. Neste sentido, é preciso diferenciar o que é investimento em estruturas sociais das aplicações em programas sociais.

Rev. Daniel Rodrigues Martins pastor presbiteriano, Caicó, RN.

Sexualidade

Massinha de modelar p. 15

Em meio a um encontro de mulheres trabalhadoras rurais, fomos modelar nosso corpo em uma pequena porção de massinha de modelar. Muitas de nós sentiram-se ridículas, outras, envergonhadas e outras pensativas. Afinal, quem de nós já se percebeu tal e qual, com o jeito e corpo que a mãe mulher e a mãe natureza, com muita graça, criou?

Luciana Passinato Piovesam Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do RS. (publicado no Jornal Juventude - janeiro 2000).

Realidade Brasileira

Quem ganha com as privatizações? p. 16

A partir do governo Collor (1990-1992), desenvolveu-se no Brasil uma ampla campanha neoliberal, segundo a qual os problemas do país advinham do excesso de Estado: era preciso reduzir os gastos com o funcionalismo e desfazer-se das empresas estatais. Uma das principais razões apontadas para a venda era a possibilidade de abater o déficit público. Mas o argumento mais convincente para a população era que, quando fossem privatizadas, os serviços públicos ficariam mais baratos e melhores.

Ivo Lesbaupin sociólogo, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Texto extraído do livro "Poder Local X Exclusão Social", Editora Vozes, 2000.

Política e Cidadania

Economia e política quem manda em quem? p. 17

Existe uma relação intrínseca entre economia e política. Mas relação não significa dominação de uma esfera sobre outra, embora, na prática se percebe o poder da economia subjugando a política.

Roque Zimmermann padre e deputado federal pelo estado do Paraná.

Ecologia e Saúde

Não deixe a vida secar p. 18

Os governantes têm a obrigação de estarem engajados na busca de soluções para racionalizar o consumo e abastecer a população com água e esgotos tratados. No mundo, cerca de um bilhão de pessoas não têm acesso à água com qualidade e dois e meio bilhões vivem sem saneamento.

Carlos Türck Engenheiro, Coordenador da Equipe de Educação Ambiental?DMAE - Porto Alegre, RS.

Educação

Os focos da indisciplina escolar p. 19

Na maior parte das vezes tende-se a confundir conversa na sala de aula com indisciplina. Isto é um absurdo, porque o conversar é um dos atos mais profundos e mais significativos do ser humano. Indisciplina mesmo, eu penso que existe quando a postura do aluno impede que a escola e que o currículo cumpram os seus objetivos. Essa ação pode realmente ser caracterizada por indisciplina.

Celso Antunes educador, São Paulo, autor do livro "A grande jogada - Manual construtivista de como estudar", Editora Vozes.

Comunicação

Perdidos na era da informação p. 20

Vivemos sob a égide da era da informática, da eletrônica, dos meios de comunicação. Diante disto, cabe perguntar: o que é comunicar? Supomos que um bom conceito possa ser não só a capacidade de representação dos significados através de códigos, palavras, imagens, gestos, sons, mas também o modo de ser, viver e sentir das pessoas, ou seja, a cultura, que é produzida por uma civilização com a finalidade de comunicar suas informações a si e a outras gerações.

Suzana Sedrez professora no Instituto Blumenauense de ensino Superior (IBES), Blumenau, SC.

Arte e Cultura

Dias melhores p. 21

Parece normal pra gente ver e ouvir muita coisa de ruim acontecendo por todos os lados, todos os dias. Há rádios, jornais e tevês que, inclusive, sobrevivem fazendo drama e novela em cima de fatos trágicos, violentos e dantescos. O que se cria a partir disso é uma cultura de violência que já não se sensibiliza com a universalidade do maior de todos os valores: a vida, toda vida...

Gilberto Flach (Beto)
  • Música

    Dias melhores
    Jota Quest (Rogério Flausino)

    Vivemos esperando
    Dias melhores
    Dias de paz, dias a mais
    Dias que não deixaremos
    pra trás
    Vivemos esperando
    O dia em que seremos melhores
    Melhores no amor, melhores
    na dor
    Melhores em tudo
    Vivemos esperando
    O dia em que seremos para
    sempre
    Vivemos esperando
    Dias melhores pra sempre.

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Profissão: a escolha que a gente tem que fazer Edição N° 319 Ano 2001 - Agosto de 2001
    • Ensino Religioso
    • Cartas de amor que Deus mandou (p. 2)
    • Doutrina Social
    • Solidariedade, a nossa utopia (p. 3)
    • Religião
    • Audácia Juvenil e Vida Religiosa Consagrada (p. 4)
    • Psicologia
    • Os pais, a violência e a guilhotina (p. 5)
    • História
    • Idade Média e o sistema feudal (p. 6-7)
    • Geografia
    • Onde está o ''latino'' da América? (p. 8)
    • Língua e Literatura
    • O jornal na sala de aula: Uma janela aberta para o mundo (p. 9)
    • Filosofia
    • A pena de morte (p. 10)
    • Drogas
    • “A família foi decisiva para eu sair das drogas” (p. 11)
    • Juventude
    • Vocação e profissão: O que eu vou ser para crescer? (p. 12-13)
    • Sociologia
    • Entre a solidariedade e o direito (p. 14)
    • Sexualidade
    • Massinha de modelar (p. 15)
    • Realidade Brasileira
    • Quem ganha com as privatizações? (p. 16)
    • Política e Cidadania
    • Economia e política: quem manda em quem? (p. 17)
    • Ecologia e Saúde
    • Não deixe a vida secar (p. 18)
    • Educação
    • Os focos da indisciplina escolar (p. 19)
    • Comunicação
    • Perdidos na era da informação (p. 20)
    • Arte e Cultura
    • Dias melhores (p. 21)
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