Histórico

     A indignação de pessoas ou grupos contra injustiças e atrocidades sofridas por seres humanos indefesos perpassa a história humana. Daí um sem número de documentos e códigos tentando garantir justiça aos semelhantes. Há quase dois mil anos antes de Cristo, no Código de Hamurabi, na Babilônia, já ficava evidente essa preocupação.

     Documentos mais explícitos em defesa dos Direitos Humanos são mais recentes. Em 1689, por exemplo, foi escrita e promulgada a Declaração de Direitos Inglesa. Mais tarde, fruto da Revolução Francesa, produziu-se a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

     Grandes escândalos provocados pelo ser humano têm sido inspiração para a luta pela garantia dos direitos da pessoa, da preservação de sua dignidade e pela justiça. Assim, após a Segunda Guerra Mundial, com a criação da ONU, quem viu os resultados da guerra queria uma garantia para que nunca mais acontecesse algo parecido. Na primeira Assembléia Geral, em 1946, foi apresentado um esboço da Declaração Universal dos Direitos Humanos - DUDH, redigido por líderes mundiais.

     No dia 10 de dezembro de 1948, em Assembleia Geral da ONU, em Paris, com a abstenção de apenas oito nações e nenhum voto contrário, foi aprovado o texto final. O documento contém 30 artigos. Todos os anos, no dia 10 de dezembro, no mundo todo, escolas, comunidades, grupos e governos reavivam a lembranças desta Declaração, na expectativa do avanço na implantação das cláusulas do acordo.

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