- Home
- Educar com valores: sonho ou possibilidade?
Edição
Março de 2012 - Edição nº 424 - Educar com valores - sonho ou possibilidade? - Jornal Mundo Jovem
Educar com valores: sonho ou possibilidade?
Edição N° 424 Ano 2012 - Março de 2012- Saúde e doença: bem-viver exige fraternidade
- Um reconhecimento às mulheres que constroem a paz
- A ideologia domina ou liberta?
- As relações familiares atingidas pela internet
Arte e Cultura
Há lugar para a arte na escola? p. 2As artes estão no currículo escolar, pois fazem parte das manifestações expressivas subjetivas e culturais do ser humano, ocupando um importante espaço na sociedade. Ainda assim, muitas pessoas perguntam por que é necessário trabalhar com estas formas de expressão dentro da escola?
Patrícia Kebach doutora em Educação, pesquisadora da área de Educação Musical, professora na FACCAT, Taquara, RS. patriciakebach@yahoo.com.br-
Sugestões de Leitura:
A educação do olhar no ensino das artes, organizado por Analice Dutra Pillar. Porto Alegre: Mediação, 1999.
A educação artística e a psicologia da criança, de Jean Piaget, na obra Sobre a pedagogia, organizada por Silvia Parrat-Dayan e Anastásia Tryphon. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998.
Criatividade e processos de criação, de Fayga Ostrower. Petrópolis: Vozes, 1987.
Saúde e Bem-Viver
Protagonismo: a felicidade traz saúde p. 4As pessoas que têm a rédea das suas vidas nas mãos geralmente desfrutam de saúde e de vida longa com qualidade. Como médico, é um compromisso e uma missão estimular que as pessoas descubram cada vez mais a cura de si mesmas. Fazer com que as pessoas consigam acreditar que a saúde é resultado daquilo que elas constroem para suas vidas.
Ronald Selle Wolff médico, atuante na saúde pública de Porto Alegre, RS. ronaldswolff@gmail.comEnsino Religioso
A espiritualidade na saúde e na doença p. 5A doença é um convite para dar mais atenção ao próprio corpo. Em geral, não estamos preparados para lidar com a nossa doença e nem com a dos outros. Na doença, somos obrigados a abrir mão de nossas ilusões e a rever o conceito que temos de nós, dos outros e de Deus.
Ana Cristina Oliveira Klava professora graduada em Letras (Unemat), coordenadora pedagógica na educação pública, Diamantino, MT. cristinaklava@hotmail.com-
Sugestão de Vídeo:
Saúde, direito ao bem-viver
Através de depoimentos de profissionais e usuários, de músicas e poesias, o vídeo aborda a saúde de forma integral e integrativa, como meio e condição para o nosso bem-viver. Produzido pelo Mundo Jovem. Para assistir ao trailer, acesse a seção de vídeos neste site.
História
Povos indígenas do Brasil: massacres, lutas e direitos p. 6O que se entende por Brasil começou a ser forjado com a chegada das caravelas portuguesas ao território ameríndio em 1500. Mas a história deste território é muito anterior à invasão portuguesa, apesar de ser o momento inaugurado por esse contato, o que produziu mudanças definitivas para as condições de vida dos povos indígenas.
Marcos Sandrini padre salesiano e diretor das Faculdades Dom Bosco, em Porto Alegre. sandrini@dombosco.net-
Sugestão de Filme:
A Missão (1986)
Um mercador de escravos fica com crise de consciência por ter matado seu irmão num duelo. Para tentar se penitenciar, torna-se padre e se une a um jesuíta bem-intencionado que luta para defender os índios, mas se depara com interesses econômicos. Direção de Roland Joffé. 125 min.
Geografia
Mulheres e o Nobel da Paz p. 7A atitude de premiar a paz nos convida a pensar sobre as escolhas humanas que resultam em um espaço construído pelos sujeitos. O prêmio Nobel da Paz condecora o ?comportamento? de cidadãos e cidadãs que se destacam em termos internacionais. Em 2011, a Suécia (país central que organiza o evento) o atribuiu a três mulheres de países periféricos (Iêmen e Libéria).
Adriana Maria Andreis professora, formada em Geografia, doutoranda em Educação nas Ciências pela Unijuí, RS. adrianandreis@hotmail.com Agenor Girardi missionário do Sagrado Coração, bispo na arquidiocese de Porto Alegre, RS. agenor@wmail.com.br-
Sugestão de Leitura:
O mundo das mulheres, de Alain Touraine. Petrópolis: Vozes, 2007.
As mulheres ou os silêncios da história, de Michelle Perrot. Bauru: Edusc, 2005.
O Brasil: território e sociedade no início do século XXI, de Milton Santos. Rio de Janeiro: Record, 2004.
-
Sugestão de Site:
Na sessão Datas Comemorativas deste site há dicas para subsidiar o debate sobre as mulheres, suas diferenças e a importância de suas lutas.
Projeto Pedagógico
Torcendo pela paz p. 8Nas escolas é possível identificar a participação dos alunos, algumas vezes de maneira discreta, outras ativamente, em jogos de futebol. Alguns integram torcidas organizadas e comentam sobre a violência por eles praticada nos finais de semana. Entre os indiretamente envolvidos, também há relatos das brigas entre as torcidas, depredações do bem público. Mas será que é possível virar esse jogo e promover a paz?
Assis da Costa Oliveira professor da Faculdade de Etnodesenvolvimento da Universidade Federal do Pará, Belém, PA assisdco@gmail.comLíngua e Literatura
Bibliodiversidade: Um novo jeito de incentivar a leitura p. 9Ao entrarmos nas grandes livrarias nos deparamos com uma infinidade de livros variados. As diferenças são múltiplas e vão desde tipos de livros, gêneros literários, editoras e escritores, locais de publicação etc. Para alguns, essa recente mudança é fruto da bibliodiversidade. Você já parou para pensar o que é isso?
Liria Ângela Andrioli graduada em Filosofia, mestre em Educação nas Ciências pela Unijuí, RS. liriaandrioli@yahoo.com.br-
Sugestão de Leitura:
Silenciosa algazarra, de Ana Maria Machado. São Paulo: Companhia da Letras, 2011. O livro retrata um conjunto de palestras e textos escritos para conferências, com textos endereçados para os adultos, embora a autora seja conhecida pelos livros para a infância. Documenta a atuação da autora em prol da universalização da leitura e dos livros.
Psicopedagogia
Avaliar ou examinar? Eis a questão do erro p. 10A escola deve ser um espaço de construção e reconstrução de saberes e experiências, numa dimensão transformadora. E o erro é uma possibilidade de ressignificar para incluir e promover, não para excluir e reprovar.
Edith Maria Batista Ferreira pedagoga, especialista em Psicopedagia, mestre em Educação e Articuladora da Rede Leitora de Bibliotecas Comunitárias Ler para Valer, São Luís, MA. ch.ribeiro@uol.com.br Fábio Paulo Almeida Pernambuco licenciado e bacharel em Geografia e professor da rede estadual e municipal em Pernambuco, Recife, PE. fabio_pernambuco@hotmail.com-
Sugestão de Leitura:
Psicopedagogia: o erro construtivo como estratégia de aprendizagem, artigo de Josélia Gomes Neves.
Disponível em: www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=486
Avaliação, mito e desafio: uma perspectiva construtivista, de Jussara Hoffmann. Porto Alegre: Mediação, 2003.
Se a boa escola é a que reprova, o bom hospital é o que mata, de Hamilton Werneck. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
Educação
Coordenação pedagógica: lugar de escuta e ação p. 11A relação de um coordenador pedagógico com os alunos e professores pode ser uma experiência das mais significativas dentro da escola, desde que estejamos dispostos a compreender o papel desse profissional e valorizar a relação entre as pessoas.
Ana Cristina Oliveira Klava professora graduada em Letras (Unemat), coordenadora pedagógica na educação pública, Diamantino, MT. cristinaklava@hotmail.comEnsino Fundamental
A educação que mexe com a vida p. 12-13Nesta sociedade marcada por relações de competição e intolerância, em que a diferença entre as pessoas é motivo de discriminação e exclusão, qual é o papel da educação? Será apenas um sonho ou há possibilidade de fazer florescer uma nova geração? É o mercado que vai ditar o projeto de nossa educação?
Marcos Sandrini padre salesiano e diretor das Faculdades Dom Bosco, em Porto Alegre. sandrini@dombosco.netFilosofia
Educação para o pensar p. 14"Conquistamos o entendimento da palavra pensar quando nós mesmos pensamos. Para que tal ensaio aconteça, devemos estar preparados a aprender a pensar." Nesse pensamento de Martin Heidegger está contido de forma reduzida o que desejamos dizer aqui: que precisamos aprender a pensar e que a escola pode nos ajudar a alcançar essa finalidade.
Alcemira Maria Fávero assessora do Núcleo de Educação para o Pensar (NUEP), professora de Filosofia Escola Menino Jesus - Notre Dame, Passo Fundo, RS. mira@notredame.org.brSociologia
Ideais e ideologias ditam o rumo da sociedade p. 15Ídolos e idolatrias fazem parte da nossa realidade cotidiana. A idolatria do mercado, das marcas, dos partidos ou mesmo do dinheiro. Ídolos artísticos, esportivos e religiosos muitas vezes são venerados como semideuses. Essas ideias-imagens contribuem sutilmente para moldar nossos valores, opiniões, sonhos e desejos.
Rosalvo Schütz professor de Filosofia na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e pesquisador do CNPq. rosalvoschutz@hotmail.comEducação Ambiental
A pedagogia do amor com todos os seres p. 16Amar é um modo de sentir profundamente a existência e de contemplar a interdependência de todos os seres. Quem ama confere espontaneamente a cada um dos seus atos uma responsabilidade autônoma e não necessita que outro olhar o vigie.
Sérgio Augusto Sardi doutor em Filosofia pela Unicamp, professor do Departamento de Filosofia da PUCRS, autor do livro de Filosofia com crianças Ula: brincando de pensar (Vozes). sergioasardi@gmail.comCiências Naturais
A evolução dos seres vivos p. 17Estima-se que a Terra tenha surgido há cerca de 4,5 bilhões de anos. Em seu início, o planeta foi bombardeado por corpos rochosos que sobraram da formação do sistema solar. Nesse período, devido à atração do campo gravitacional, gases foram se acumulando e constituíram uma atmosfera, composta basicamente por hidrogênio (H2), metano (CH4), amônia (NH3), dióxido de carbono (CO2), nitrogênio (N2) e por vapor d'água (H2O).
Emily Leffa Dietrich bióloga, Porto Alegre, RS. emilyleffa@gmail.com-
Sugestão de Leitura:
A origem das espécies de Darwin: uma biografia, de Janet Browne. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. Neste livro, a autora analisa o desenvolvimento da obra-prima do cientista inglês, as discussões que provocou e o impacto na ciência até os dias de hoje.
Sexualidade
Orientação segura para o adolescente p. 18Sonhos, descobertas, dúvidas marcam o dia a dia do adolescente. É momento de construir projetos e fazer opções de vida. E é nessa hora que vale a orientação de quem já experimentou acertos e fracassos na vida. A sexualidade ocupa um espaço vital na vida das pessoas, e especialmente do adolescente. Por isso mesmo, é um grande desafio para a escola.
Maria Helena Vilela enfermeira, diretora executiva do Instituto Kaplan e consultora de educação sexual do Colégio Bandeirantes, autora de diversos materiais educativos na área. vilelalena@gmail.comPais e Filhos
A comunicação juvenil em tempos de redes sociais p. 19Convido o leitor a exercitar o pensamento e colocar em análise o uso das novas tecnologias, no caso a internet e suas redes sociais, avaliando seus pontos potencializadores e seus pontos restritivos. Falo em análise porque assim poderemos tomar um pouco de distância para refletir sobre um acontecimento que nos faz ter opiniões mais ou menos apaixonadas.
Débora de Moraes Coelho psicóloga, mestre em Psicologia, psicoterapeuta e professora na Univates, Porto Alegre, RS. coelho.debora9@gmail.com-
Sugestão de Leitura:
Redes sociais para pais e filhos: da diversão ao pânico, de Anderson da Silva Vieira. Rio de Janeiro: Alta Books, 2011.
Política e Cidadania
Ditadura nunca mais: por quê? p. 20A história brasileira é marcada por longos períodos de exceção, vividos sob ditaduras civis-militares e por breves períodos democráticos. O atual período democrático é o mais duradouro e consistente. Ele sucede, não esqueçamos, a recente ditadura civilmilitar que emudeceu o Brasil por 20 anos, de 1964 a 1985.
Paulo César Carbonari doutorando em Filosofia, professor de Filosofia no IFIBE, ativista de direitos humanos, Passo Fundo, RS. carbonari@ifibe.edu.brRealidade Brasileira
A economia e a crise sistêmica p. 21Um outro mundo possível não é um sonho. É uma necessidade. Estamos vivendo um lento desenrolar de processos críticos que convergem e nos ameaçam. Trata-se dos desequilíbrios ambientais, da desigualdade econômica e da concentração financeira que os agravam. Frente a isso, os instrumentos de governança disponíveis são insuficientes.
Ladislau Dowbor professor da PUC-SP, consultor das Nações Unidas e colaborador de instituições, como o Instituto Paulo Freire, o Instituto Pólis e o Núcleo de Estudos do Futuro. http://www.dowbor.org ladislau@dowbor.orgJuventudes
Um estatuto para chamar de nosso! p. 22Nascido da luta e da consciência de milhares de jovens brasileiros, em articulação e diálogo com o parlamento nacional, o Estatuto da Juventude é fundamental para consolidar as políticas de juventude no Brasil. Aprovado na Câmara dos Deputados em 5 de outubro de 2011, ainda precisa ser votado no Senado Federal e sancionado pela presidente Dilma Rousseff.
Ângela Cristina Santos Guimarães socióloga, secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Juventude. angelatextos@gmail.com-
Sugestão de Leitura:
Para conhecer o texto do Estatuto da Juventude, acesse a página do Senado Federal, mediante este link: http://bit.ly/wtvuYf
Curtas e Dicas
Pelo prazer de ler p. 23"O nervo da noite", de João Gilberto Noll, editora Scipione, 2009, 48p.
-
O nervo da noite
Imagine que, neste livro, um garoto abandona sua bicicleta, atravessa uma ponte, entra numa casa abandonada, sem luz e encontra seu cachorro imaginário. Deita-se (ao relento, já que o telhado é um buraco enorme) e vê, sonha, vive, sente. Tudo se passa numa mesma noite. O momento é único e de muita solidão. O relâmpago que risca o céu assinala também a transição para a nova fase: da escuridão para a luz, da noite para o dia, do sonho para a vida.
O grande barato deste livro é a atmosfera onírica que predomina no conto e a busca da identidade. Com isso, a história vai e volta, muda de rumo, brinca com a lógica e abole a ordem dos acontecimentos! O que interessa são os fragmentos, as imagens, as maneiras de narrar os episódios. Mudar de condição pode ser mudar também de linguagem! Mas o personagem ainda não sabe e a incerteza toma conta dele.
Ah, mas preste atenção no tom crucial, forte, poetizante, que o autor usa no texto. Na experimentação dos sentimentos, na potência do aqui e agora. É muito bom perceber como o título da obra se relaciona com o conto; como o momento de transição se relaciona com a cegueira momentânea. É no ponto nevrálgico que a história ataca, por isso, o nervo da noite, o lugar onde dói, a ampla voltagem da prosa poética. Vale a pena ler em voz alta o precioso texto de Noll, provar o sabor das palavras e ir correndo buscar outras obras dele, em especial Sou eu, livro da mesma coleção, na simpática forma de caderneta de anotações.
Celso Sisto,
escritor, especialista em Literatura Infantil e Juvenil e doutor em Teoria da Literatura.
"Estima-se que 3,6 milhões de pessoas, delas 1,5 milhões são crianças menores de cinco anos, morrem anualmente de doenças transmitidas por água insalubre, que é a principal causa de morte do mundo.
Quando se tem áreas com vegetação e mananciais preservados, não é preciso usar tantos insumos químicos para tratar a água, pois ele é feito naturalmente. Em algumas regiões, gastam-se no máximo dois ou três reais por mil metros cúbicos, enquanto em regiões degradadas gastam-se mais de 300 reais para fazer o mesmo, só com substâncias químicas. Essa diferença é o trabalho que a vegetação e as áreas alagadas fazem e que serão retirados pela insanidade do Código Florestal Brasileiro".
Documentário que mostra a presença cada vez mais ativa de mulheres nos sindicatos, nos movimentos sociais e nas discussões dos orçamentos participativos. Acesso pelo site da TV Câmara, seção Baixe e Use, eixo temático: cidadania documentários.
O ecologista Arno Kayser conta a história de uma família de peixes dourados que sofre todo tipo de dificuldades com a poluição dos rios. Mais informações no site da Oikos.
O site da Universidade da Água traz informações e materiais sobre o tema. Entre eles, a Cartilha da Água - história de Ziraldo, para crianças e adultos.
Atua em ações de prevenção e proteção contra o tráfico de pessoas e trabalha para concretizar a Campanha Preventiva ao Tráfico de Pessoas na Copa do Mundo de 2014.